No futebol moderno, ouvimos frequentemente falar de atacantes que marcam gols decisivos ou de jogadores que controlam o ritmo da partida. No entanto, na temporada 2024/25, o principal herói do futebol europeu tornou-se um jogador de uma posição diferente. O lateral-esquerdo Nuno Mendes, do Paris Saint-Germain e da seleção portuguesa, provou que sua contribuição foi decisiva tanto em competições de clubes quanto na seleção nacional. Hoje, ele é cada vez mais considerado o melhor lateral-esquerdo do mundo, e a história de sua ascensão é um caminho que inspira jovens jogadores e muda a percepção do papel dos zagueiros.
Há quatro anos, o nome Nuno Mendes era conhecido apenas pelos torcedores em Portugal. O formado na base do Sporting era considerado promissor, mas muitos duvidavam que ele fosse capaz de jogar no nível dos gigantes. Quando o PSG anunciou sua transferência, os céticos perguntaram: por que um clube de Paris precisaria de outro zagueiro jovem e ainda instável?
As primeiras temporadas na Ligue 1 mostraram que Mendes possui qualidades excepcionais: velocidade, técnica e capacidade de se integrar ao ataque. No entanto, ao mesmo tempo, ele foi atormentado por lesões. Os torcedores o chamavam de “talento cristalino” — frágil demais para suportar o ritmo do futebol moderno.
A virada crucial ocorreu com a chegada de Luis Enrique ao time. O especialista espanhol viu no jovem português não apenas um zagueiro de ponta, mas um jogador capaz de mudar o padrão do jogo. No modelo tático de Enrique, a ponta esquerda tornou-se uma área onde Mendes poderia revelar todo o seu potencial: em alguns momentos, atuar como um zagueiro clássico, em outros, deslocar-se para o centro, ajudar na condução da bola, criar uma vantagem numérica.
Foi essa flexibilidade que o transformou em uma “arma estratégica” para o PSG.

A verdadeira explosão em sua carreira aconteceu na temporada 2024/25. Se antes Nuno Mendes era considerado apenas um jogador promissor, agora se tornou um símbolo de maturidade e vitórias.
Primeiramente, sua contribuição para o sucesso do PSG foi colossal. Os parisienses finalmente conquistaram a tão esperada Liga dos Campeões, e os momentos-chave foram as atuações de Mendes. Nas quartas de final, ele marcou em ambas as partidas contra o Aston Villa e, na final contra a Inter de Milão, foi um dos que conteve o ataque adversário e, ao mesmo tempo, criou momentos de ataque.
Em segundo lugar, Mendes tornou-se o líder da seleção portuguesa. Na Liga das Nações, seu jogo contra a Espanha entrou para a história. Quando a equipe de Fernando Santos se viu em uma situação difícil, foi Mendes quem assumiu o comando: primeiro, ele empatou com um chute forte e, em seguida, deu uma assistência para Cristiano Ronaldo. Não é à toa que a UEFA o elegeu o melhor jogador da partida. Foi uma noite simbólica: um zagueiro que não precisava estar sob os holofotes tornou-se o homem que determinou o resultado do torneio.
Também é importante notar que, um ano antes, muitos duvidavam de sua aptidão física. Ele se lesionava com frequência e os especialistas não acreditavam que ele conseguiria suportar a pressão do mais alto nível. Mas Luis Enrique mudou sua abordagem em relação à preparação: reduziu o estresse desnecessário e deu espaço para a criatividade. Como resultado, Nuno Mendes tornou-se não apenas mais estável, mas também muito mais eficaz.
O futebol está tradicionalmente habituado à ideia de que as estrelas são atacantes. No entanto, Nuno Mendes quebrou esse estereótipo. Os seus golos e assistências em jogos decisivos, a sua capacidade de conter estrelas como Mohamed Salah, Bukayo Saka ou Lamine Yamal, fizeram dele uma figura-chave em campo.
Não é por acaso que a imprensa portuguesa o apelidou de “o homem que embolsa o mundo”. Esta comparação, embora exagerada, reflete a realidade: no cenário internacional, tornou-se um jogador que pode decidir o resultado das partidas.
O PSG, reconhecendo o valor do seu tesouro, prolongou o contrato com Mendes até 2030. Agora ninguém se lembra dos rumores sobre a sua possível transferência para a Premier League. Além disso, em Paris, tornou-se símbolo de uma nova filosofia – uma filosofia que valoriza não só os avançados estrela, mas também aqueles que criam equilíbrio e gerem a dinâmica do jogo.
A sua atuação pela seleção também é de particular importância. Se Bernardo Silva ou Bruno Fernandes costumavam ser os principais jogadores, agora o lateral-esquerdo se tornou o “motor” da equipe. Seu gol na final da Liga das Nações foi o primeiro pela seleção após 37 jogos, e também deu a Ronaldo a oportunidade de marcar o gol decisivo. Isso mostrou que Mendes não é apenas um jogador de “segunda divisão”, mas um líder, ainda que modesto, mas incrivelmente importante.

Ele tem novos desafios pela frente. Em um futuro próximo, o PSG e Nuno Mendes podem vencer o Mundial de Clubes da FIFA, o que finalmente consolidará a temporada 2024/25 na história do futebol como única.
A história de Nuno Mendes é uma história sobre como a perseverança, a gestão competente de um treinador e a autoconfiança podem transformar uma “criança frágil” no principal herói do futebol mundial. Hoje, ele é, com razão, considerado o melhor lateral-esquerdo do mundo, e isso não é apenas um elogio. É um reconhecimento de que o futebol moderno está entrando em uma nova era, na qual os zagueiros podem desempenhar um papel fundamental, determinar o resultado de torneios e se tornar verdadeiras estrelas.
Nuno Mendes provou que a grandeza do futebol não se limita aos atacantes. Às vezes, é o jogador na lateral da defesa que pode levar o time às vitórias, inspirar a torcida e mudar a própria compreensão do jogo.